Natan Grimwand
Nascido em 1787, em Londres, filho de um aristocrata
britãnico, Sir William Grimwand. Teve uma
educação exemplar em Oxford, onde
travou contato com os maiores expoentes da literatura
da época. Estimulado pelo rico acervo da
universidade, e em decorrência de seus estudos
na língua inglesa, acabou por se tornar
escritor. Mas não teve um caminho muito
fácil a percorrer. Suas novelas policiais
foram consideradas de péssimo gosto pela
crítica londrina. Depois de ter gastado
quase todos os recursos que seu pai lhe havia
mandado, em desespero, acabou partindo para negócios
um pouco ilícitos. Começou a se
envolver com o tráfico de ópio para
a Inglaterra, e acabou por se viciar. Estava até
que indo bem nesse seu novo ramo de atividades,
até o momento em que ele começou
a roubar seus próprios carregamentos para
suprir o vício. Seus patrões não
gostaram nada disso, e para não ser mais
um dos incontáveis mortos jogados ao Tâmisa,
Natan se viu como penetra num navio cargueiro
com destino ao Brasil, de onde seriam embarcadas
matérias primas para Portugal. Conseguiu
permanecer incógnito até sua descida
no porto do Rio de Janeiro, aos vinte e cinco
anos de idade, em 1812.
Viveu no Rio de Janeiro por quatro anos, e nesse
tempo, com seu galante jeito britânico,
se envolveu com uma das damas de companhia de
Maria, a louca, e viu um novo mercado para o ópio:
a aristocracia portuguesa. Já havia se
tornado conhecido na corte, quando o rei, D. João,
preocupado com os recursos que a rainha começou
a despender com esse rapaz, mandou matá-lo,
e lá se ia ele de novo em fuga, disfarçado
no meio de um grupo de jesuítas que iam
para São Paulo.
Tendo percebido, em 1816, que não teria
como continuar com seu comércio clandestino,
acabou por se enveredar novamente para o caminho
da literatura, suas obras se tornando mais sombrias
do que já eram. Conquistou alguns fãs
entre a burguesia emergente em São Paulo,
e com isso conseguiu tirar de seus escritos o
seu sustento.
Mas o caráter sombrio de suas histórias
despertou a atenção de Jonas, o
vampiro que iria abraçá-lo alguns
anos depois. Sua personalidade forte, no entanto,
o fez se afastar de Jonas para viver uma vida
solitária, depois de uma enorme briga da
qual nenhum dos dois nunca fala a respeito.
Natan é um homem de compleição
física forte, 1,80 m de altura, 80 kg.
Tem na sua pele clara, nos seus cabelos negros
e olhos verdes penetrantes suas características
mais marcantes. O vício não foi
o suficiente para abalar a imponência deste
malfadado aristocrata. Tem uma enorme cultura,
conhece tudo e a todos. Fez muitas amizades e
inimizades entre os vampiros. Seu jeito bonachão,
misturado a um notório senso de humor (quase
sempre negro), não é unanimidade
entre sua espécie. Assim é Natan.
Ou você o ama, ou você o odeia, não
existe meio termo.
Quanto à moral, o fato de ter sido traficante
não fez dele um homem inescrupuloso, ou
mesmo mau. Sempre que possível ele ajuda
a seus amigos, e é entre os vampiros, um
dos que vê a humanidade com melhores olhos.
Não mata indiscriminadamente. Escolhe suas
vítimas justamente entre os viciados, não
se sabe se numa vaga esperança de sentir
de novo a droga em seu sangue, ou se apenas para
aliviar o sofrimento que ele sabe que essas pessoas
vão ter. Indiferentemente ao fato de ser
odiado ou amado, todos o respeitam, pois é
um adversário formidável.
Hoje ele vive do que seus romances lhe rendem
em direitos autorais, e continua a escrever um
ou outro ocasionalmente, agora sempre que possível
colocando toques de vampirismo em suas histórias.
|